Computação em nuvem: Microsoft, Google e tempestade à vista
agosto 13, 2008 by Vinicius
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O termo “cloud computing” (computação em nuvem) é algo que tem despertado o interesse de estudantes, especialistas da área de TI e mesmo profissionais de outras áreas. Esse termo abrange SaaS (Software-as-a-Service), computação em grid, virtualização…termos que separados não soam nada incomum mas quando se junta todos, aí a estória é outra: sai esse negócio, digamos, meio nebuloso de computação em nuvem…
E por falar em virtualização como parte fundamental quando se fala em computação em nuvem, a Microsoft, através do Hyper-v (seu novo software de virtualização) não à toa trava uma batalha com o VMWare. Não seria um absurdo se esse produto figurar gratuitamente em futuras versões do Windows., que também tem sua versão virtual em projeto: o Midori . A briga com o Google será boa…Mas…
voltando à definição de “Computação em nuvem”, das definições que li, a seguinte de autoria de Dennis Byron, analista da Research 2.0, a meu ver define o conceito de uma forma bastante objetiva:
“O cloud é, basicamente, uma combinação de grid computing, que tratava basicamente de potência de processamento bruta, e software como serviço. Na realidade, cloud é virtualização de rede.”
Seria o sonho de toda a empresa poder confiar seus dados, toda sua infra-estrutura de TI a terceiros com segurança, de forma que a empresa pudesse se focar no seu negócio que é o que realmente interessa. Os milhares de dólares gastos com infraestrutura, manutenção de equipe altamente especializada e tudo o mais que consome muito da energia poderiam ser investidos em desenvolvimento de novos produtos.
Porém há ainda muitas perguntas sem respostas, e muito que se discutir ainda…
Como isso poderá afetar profissionais de TI, os negócios, relação com fornecedores, a cultura e o tradicionalismo das organizações?
E quanto ao nível de serviço oferecido em ambientes 24×7?
Em Julho/08, os serviços de storage da Amazon ficaram fora do ar por aproximadamente 8 horas, deixando milhares de clientes na mão. A Amazon, em nota oficial informou que teve problemas de nos canais de comunicação entre os servidores S3 tanto dos EUA quanto da Europa.
Como seria a interação com o provedor do serviço?
Em sua própria rede por exemplo, você pode atuar imediatamente na ocorrência de determinado problema no ambiente sem ter que passar por burocracias. O dinamismo dos negócios pode ser comprometido pela burocracia dos provedores e mesmo despreparo de profissionais que suportam essa estrutura, já que a faixa salarial para estes costuma ser abaixo da média de mercado atualmente, o que provoca também alta rotatividade.
Digamos que o serviço estivesse maduro, confiável e realmente seguro, quanto isso custaria aos clientes? seria realmente viável esse valor?
Acredito ser a segurança o principal problema, aquele que reamente deixa os cabelos da sobrancelha do CIO de pé…e nessa linha, a Gartner emitiu um relatório recentemente contendo 7 problemas de segurança que devem ser discutidos com o provedor da solução de computação em nuvem de forma a minimizar os riscos para o negócio, vale a pena ler.
Computação em nuvem para dados triviais, pode ser hoje (GoogleDocs e afins) mas para dados de alta criticidade…que tal tiramos a cabeça das nuvens e firmar nossos pés no chão novamente…e esperar mais um pouquinho?
E você, o que espera do futuro como profissional de TI dentro desse novo conceito em infraestrutura e fornecimento de serviços?
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Pelo menos para pequenas empresas o uso de softwares web tem se mostrado atrativo. Para grandes corporações, entretanto, todos os problemas que você citou no texto são ainda empecilhos.
Walmar, concordo plenamente com você, e com o crescimento dessas pequenas empresas na nuvem, as demais verão o case de sucesso e terão mais confiança para seguir o mesmo caminho, ainda que de forma lenta
Boa noite senhores,
Excelente tema… analogamente, seria o mesmo de perguntar: “Qual orgão do meu corpo eu posso terceirizar?”. Pode parecer besteira mas acho que a dúvida de uma resposta consciente é a mesma!
Até que ponto podemos transferir a responsabilidade das operações informatizadas para as mãos de terceiros? Se não teremos problemas de ter equipe para manutenção e tal, deveríamos ter uma outra equipe de auditoria para checar constantemente a qualidade e disponibilidade do fornecedor?
Onde está o equilibrio deste formato? Já ouvimos de escândalos financeiros de grandes corporações… será que nosso forncedor de TI não estaria envolvido? E se ele falir?
E como vamos gerir e filtar as solicitações internas para novos projetos e desenvolvimento (interno)? Será necessário uma equipe para gerenciar este contrato com este fornecedor?
Bem… a idéia me parece boa… só não vi a aplicação (da idéia) adequada.. O que deve ser SaaS? O que deve ser Desenv.Interno? Em que momento uma aplicação Saas deve ser repensada em virar ASP ou Aplicação Interna ?
Corremos o risco de ficar refém de outra empresa? Ficar refém de um departamento é uma coisa, mas de outra empresa!!!
E agora José? Tenho cura?
Alguém pode lançar mais dúvidas por favor(ou resposta)?????
Como vai Eduardo?
acho que a cultura das empresas é o maior inimigo adoção massificada da computacao em nuvem…por exemplo, hoje todos sabemos a economia que seria se as empresas passassem o controle de seus datacenters para terceiros, mas isso pouco ocorre. Tenho experiência de uma grande instituição financeira em que trabalhei está retomando sua infra que estava hospedada em um dos maiores datacenters da América Latina devido a problemas de disponibilidade e qualidade do serviço…acho que numa analogia simplista, é como o lançamento de um sistema operacional novo: nenhuma empresa com serviços críticos sairá migrando seus sistemas a torto e a direito logo após o lançamento, pelo contrário, esperará um certo tempo por um nível de maturidade aceitável que não comprometa seus negócios…realmente há muito o que se pensar
abs!
Sinceramente acho que essa questão está mais relacionada a cultura. Hoje em dia os grandes datacenter que oferem produtos de hospedagem nas modalidades hosting e co-location estão muito bem estruturados, digo isso pois trabalho em um deles e conheço a qualidade dos produtos e serviços que são vendidos e prestados. Mas posso citar outros exemplos como o datacenter de Hortolândia da IBM. Hoje o nível de redundância destes cyber-datacenters abrangem quase todo o tipo de falha possível.
Voltando ao inicio, tudo é questão de cultura, um dos nossos maiores clientes tem sua matriz no Japão, onde a tecnologia como todos sabem está a um passo a frente do nosso país, por conseguinte, a cultura relacionada a computação em nuvem também. Fechamos o contrato com eles, e hoje todos os sistemas da empresa estão hospedados em nosso datacenter, toda a administração e manutenção dos sistemas é nosso responsabilidade, inclusive migrações e novos projetos de upgrade ou melhorias nos sistemas atuais, ou seja, além de suportar a base tecnológica da empresa, nos preocupamos em oferecer serviços cada vez mais melhores, utilizando as últimas tecnologias existentes no mercado.
O projeto deu tão certo, que todos os setores de TI da empresa foram terceirizados por nós, como Help Desk, Telecom, Servers, etc. A empresa não tem preocupação nenhuma mais relacionada a TI, precisando apenas validar os números que são enviados mensalmente apontando as métricas e SLA´s do contrato, os quais sempre são atendidos.
Rafael, obrigado por expôr sua experiência aqui, que acrescentou bastante ao assunto. O cerne da questão vocÊ frisou bem: cultura. E vamos chegar lá. Um outro exemplo é o caso do acesso a bancos pela internet. O Brasil é um exemplo mundial de sucesso, muitos, segundo pesquisas, acham o serviço bancário pela internet o mais seguro disponível on-line. Experiências bem sucedidads como a sua é que alimentam essa evolução.