Computação em nuvem: Microsoft, Google e tempestade à vista

O termo “cloud computing” (computação em nuvem) é algo que tem despertado o interesse de estudantes, especialistas da área de TI e mesmo profissionais de outras áreas. Esse termo abrange SaaS (Software-as-a-Service), computação em grid, virtualização…termos que separados não soam nada incomum mas quando se junta todos, aí a estória é outra: sai esse negócio, digamos,  meio nebuloso de computação em nuvem

E por falar em virtualização como parte fundamental quando se fala em computação em nuvem, a Microsoft, através do Hyper-v (seu novo software de virtualização) não à toa trava uma batalha com o VMWare. Não seria um absurdo se esse produto figurar gratuitamente em futuras versões do Windows., que também tem  sua versão virtual em projeto: o Midori . A briga com o  Google será boa…Mas…

voltando à definição de “Computação em nuvem”,  das definições que li, a seguinte de autoria de Dennis Byron, analista da Research 2.0, a meu ver define o conceito de uma forma bastante objetiva:

“O cloud é, basicamente, uma combinação de grid computing, que tratava basicamente de potência de processamento bruta, e software como serviço. Na realidade, cloud é virtualização de rede.”

Seria o sonho de toda a empresa poder confiar seus dados, toda sua infra-estrutura de TI a terceiros com segurança, de forma que a empresa pudesse se focar no seu negócio que é o que realmente interessa. Os milhares de dólares gastos com infraestrutura, manutenção de equipe altamente especializada e tudo o mais que consome muito da energia poderiam ser investidos em desenvolvimento de novos produtos.

Porém há ainda muitas perguntas sem respostas, e muito que se discutir ainda…

Como isso poderá afetar profissionais de TI,  os negócios, relação com fornecedores, a cultura e o tradicionalismo das organizações?

E quanto ao nível de serviço oferecido em ambientes 24×7?

Em Julho/08, os serviços de storage da Amazon ficaram fora do ar por aproximadamente 8 horas, deixando milhares de clientes na mão. A Amazon, em nota oficial informou que teve problemas de nos canais de comunicação entre os servidores S3 tanto dos EUA quanto da Europa.

Como seria a interação com o provedor do serviço?

Em sua própria rede por exemplo, você pode atuar imediatamente na ocorrência de determinado problema no ambiente sem ter que passar por burocracias. O dinamismo dos negócios pode ser comprometido pela burocracia dos provedores e mesmo despreparo de profissionais que suportam essa estrutura, já que a faixa salarial para estes costuma ser abaixo da média de mercado atualmente, o que provoca também alta rotatividade e consequente perda de eficiência e eficácia operacional.

Digamos que o serviço estivesse maduro, confiável e realmente seguro, quanto isso custaria aos clientes? seria realmente viável esse valor?

Acredito ser a segurança o principal problema, aquele que reamente deixa os cabelos da sobrancelha do CIO de pé…e nessa linha, a Gartner emitiu um relatório recentemente contendo 7 problemas de segurança que devem ser discutidos com o provedor da solução de computação em nuvem de forma a minimizar os riscos para o negócio. Vale a pena a leitura.

Computação em nuvem para dados triviais, pode ser hoje (GoogleDocs e afins) mas para dados de alta criticidade…que tal tiramos a cabeça das nuvens e firmar nossos pés no chão novamente…e esperar mais um pouquinho?

E você, o que espera do futuro como profissional de TI dentro desse novo conceito em infraestrutura e fornecimento de serviços?

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