SQL Server 2008 ou Oracle 11g? E o cliente não está nem aí

agosto 8, 2008 by Vinicius  
Debaixo da categoria Carreira, Certificação

E a saga continua. Com a liberação do RC0 (Release Candidate) da mais nova versão do gerenciador de bancos de dados da Microsoft, o SQL Server 2008, no dia 06/08 (conforme noticiou a Info), serão disponibilizadas 6 edições, com muitos novos recursos, as quais atenderão necessidades específicas. A única versão indisponível no momento para download é o SQL Server 2008 Express, que é uma edição gratuita. A Microsoft não pretende perder de vista a Oracle, que ainda domina o mercado mundial de SGBD’s e lançou no ano passado a versão 11g do seu SGBD (Sistema Gerenciador de Bancos de Dados).

Mas fica a pergunta: até que ponto a batalha entre a Microsoft e a Oracle realmente me interessa enquanto profissional de tecnologia? Qual desses gerenciadores é definitivamente o melhor?

Antes de responder vamos a alguns fatos. Existem muitos profissionais no mercado que estão cegos pela tecnologia em si, a consideram um fim em si mesma, e não apenas mais um meio de solucionar os problemas do cliente, esses são os profissionais que chamo de garoto-propaganda-technology-especialist

Olha a definição aí:

O garoto-propaganda-technology-especialist é…

… o profissional que se especializou em uma determinada tecnologia, fez muitos cursos, se certificou e acredita que isso é tudo que precisa saber, acha que um dia o seu software preferido vai dominar o mundo, extirpando os demais “softwares do mal” da face da terra (já lembrou de alguém assim né…e nem precisou fazer força!).

Mas…

…não deveria ser a intenção do profissional de tecnologia, no caso, administrador de bancos de dados, oferecer solução para o cliente aliado ao menor custo possível?

Eis aí o que o cliente realmente quer: solução!

Ele não está preocupado nem um pouco quanto ao lucro auferido pela Microsoft no 2 º trimestre deste ano, ou o crescimento do market-share da Oracle, para ele o que interessa é ter uma solução que ofereça o menor custo possível de implementação, manutenção e suporte, de forma que essa diferença em termos de valor financeiro seja sentida, mensurável, tangível.

Em minha modesta opinião não vejo muito sentido hoje em dia que alguém se prenda a uma determinada ferramenta a menos que trabalhe para o fabricante, receba salário e tudo o mais que é de direito (aí até eu). Alguns dizem: “Ah, mas a Microsoft para o meu salario” ou outro diz ainda “A Oracle paga meu salário”, em alusão ao fato de serem especialistas nessas tecnologias.

Se você pensa assim, é melhor começar a mudar. O perfil do profissional de TI vem mudando com os anos, para melhor, diga-se de passagem, tendo em vista a especialização constante da classe, aqueles gerentes de TI bobinhos, que engolem tudo o que o consultor-master-especialista diz estão com os dias contados: E juntamente com eles veja quem vai junto: o garoto-propaganda-technology-especialist !

Você pode vender sua tecnologia para seu gerente como a melhor do mundo. Porém um dia alguém poderá provar como 1 +1=2 que a tecnologia que você vendeu é inviável em termos de custo-benefício, ou seja, traz prejuízos à empresa. E quando o gerente pensar em você depois disso não passarão boas palavras a seu respeito em sua mente, ou pior, quando puder, dirá prontamente a outros como foi enganado por você.

Portanto aí vai a dica:

Como diz o velho dito popular, bastante usado no mercado financeiro:

Não coloque todos os ovos na mesma cesta

Portanto, Diversifique seu conhecimento que é seu maior patrimônio!

Conhece Oracle? Ótimo, aprenda SQL Server, DB2, MySQL, Etc…

Agora, quer saber realmente qual o melhor gerenciador de bancos de dados? Depende.

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Comentários

6 Respostas to “SQL Server 2008 ou Oracle 11g? E o cliente não está nem aí”
  1. Olá Vinicius,

    Parabéns pela abordagem. Aliás, este artigo me fez lembrar uma época em que eu estava cursando a graduação em tecnologia, onde o “boom” de ferramentas de desenvolvimento RAD estavam em foco: Qual é a melhor? Visual Basic ou Delphi? Havia muitos sites e fóruns de discussão onde cada um defendia a ferro e fogo a sua ferramenta predileta: Uns diziam, “O Delphi da Borland é melhor porque implementa e permite o desenvolvimento utilizando o conceito de orientação à objetos”, por outro lado, o Visual Basic tem a Microsoft por trás que é líder de mercado de aplicações, bla bla bla …

    Minha escolha nesta época foi pelo Delphi simplesmente porque me adaptei melhor com o Object Pascal … e porque me sentia mais confortável com a ferramenta. Não há o que discutir qual é a melhor porque ambas são boas e sempre haverá prós e contras. No caso de SGBD’s é a mesma coisa. Oracle vs SQL Server? Não há o que discutir. O melhor é aquele que atenderá as expectativas de quem o estará utilizando. Apesar de eu ser um especialista em Oracle, para alguns projetos, decidimos distribuir algumas aplicações utilizando o PostgreSQL. No mais, parabéns pelo artigo.

    Até mais,

    Eduardo Legatti

  2. Vinicius disse:

    Obrigado, Eduardo, sua experiência sempre acrescenta muito, ainda mais pelo seu expertise em Oracle versão * ! :-)
    realmente o que importa tem que ser o cliente, alguns consultores sem prendem tanto a uma ferramenta só que acabam sendo refém dela e acabam a empurrando segamente para o cliente..se o coordenador do projeto do lado do cliente conhecer bem a tecnologia, esse consultor se queimará facilmente

  3. >>ainda mais pelo seu expertise em Oracle versão * !
    Bem, sou certificado OCP nas versões 9i e 10g, mas não tenho nada contra às versões 8x, 7x, 6x … ;-)

    Até mais …

  4. Fernando disse:

    1 – Normalmente a decisão de qual ferramenta será utilizada não é do técnico, DBA ou seja lá o que for, a decisão vem de um diretor, junto com um produto adquirido ou mesmo é uma decisão que faz parte do legado da empresa (já possui o produto)
    2 – O mundo precisa de profissionais técnicos qualificados e especilizados nas ferramentas, ninguém consegue se tornar um super especialista em todos os diferentes SGBDs existentes
    3 – Qual o melhor??? Isto não existe, nuna vai existir, é uma discusão interminável. A decisão pelo uso de um SGDB vai ser feita principalmente pelos fatores no item 1, o “melhor”, em termos custo/beneficio, vai ser sempre uma discussão utópica

  5. Vinicius disse:

    Fernando,
    è isso mesmo, a idéia é despertar reflexão sobre conceitos e rótulos que são comuns na área de tecnologia, qto a questão do diretor escolher ferramenta, na minha opinião isso não é seu papel, seu poder de decisão está na “canetada”, alguém tem que “vender” o projeto para ele comprar, pois ele não compra uma ferramenta, compra uma solução…agora ser super-especialista não, mas especialista com visão generalista não é mais opção para se ter sucesso, mas obrigação no mundo de hoje.

    abs.

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  1. [...] Por isso é importante reforçarmos o conceito e reafirmar que o melhor gerenciador de bancos de dados do mundo pode ser resumido numa frase : Depende da necessidade do cliente! [...]



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