No dia 20 de novembro tivemos o dia da Consciência Negra. Não podemos deixar de refletir na questão que implicou a criação desse feriado no nosso calendário. As diferenças sociais no nosso país estão fortemente relacionadas às distinções de raça e cor, o que é notório. Basta ver as estatísticas, e o quadro acima revela um pouco dessa realidade.
Jornadas de trabalho bem maiores, baixos salários, perspectiva de carreira medíocre. Assim é a vida de uma pessoa ” de cor”, negra, descendente de negros, pardos e semelhantes. E olha que hoje, segundo dados do IBGE, o Brasil constitui em sua maioria de negros e pardos (aprox. 52% da população). Ou seja, não estamos falando de uma minoria, como seria mais fácil de deduzir em situações desse tipo.
Contextualizando essa questão ao tema deste blog, nas grandes empresas pelas quais já passei, andando pelos corredores das áreas de Tecnologia, esse mundo é totalmente inverso. Não é incomum num departamento com dezenas de pessoas encontrarmos apenas uma ou outra pessoa parda, ou outra negra, o que é mais raro ainda. Em algumas empresas parece que estamos num país totalmente diferente.
A maior distribuição de renda nos últimos anos tem ajudado a amenizar um pouco as coisas para essa grande parte da população, porém a educação precisa entrar nesse lista de urgências do próximo governo da situação. Escolas falidas, aterrorizadas pela violência, drogras…isso falando de São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos estados mais ricos do Brasil. O que dizer das demais regiões?
Teremos mais profissionais capacitados, de todas as cores e raças quando educação de boa qualidade for de fato um direito de todos. Enquanto esse longíquo sonho não se realiza, que possamos ao menos ter empatia pelas diferenças raciais. Repugnar atitudes preconceituosas, ainda que revestidas como piadas jocosas já é um bom começo. Recomendo a leitua do artigo “Como você encara a diversidade?”, do site ConvergênciaDigital, que traz uma reflexão interessante sobre as diferenças no ambiente de trabalho em relação às questões raciais.
Imagem do artigo: HojeEmDia
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