Plágio: Até onde vale a pena seguir esse caminho?
abril 8, 2009 by Vinicius
Debaixo da categoria Comportamento, Educação
Copiar e Colar.Não seria exagero afirmar que essa é a sequência de teclas mais utilizada no mundo. Não que isso seja um mau em si, mas sua utilização promíscua pode levar a pelo menos dois grandes problemas:
- A atrofiação mental (já que não se usa o cérebro para criar nada…). Esse primeiro prejudica indivíduo em si.
- E em segundo lugar, é uma das formas mais sutís de introduzir alguém no mundo do crime através do roubo de trabalhos alheios, o
que traz prejuízos aos outros, no caso os criadores, aqueles, que optaram por seguir o caminho do desbravamento do conhecimento, que se encorajam a seguir por caminhos nunca trilhados antes.
Para reforçar a questão vamos a definição de plágio:
Segundo a Wikipedia o plágio é…
…o ato de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No ato de plágio, o plagiador se apropria indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma. (grifos meus)
A atitude de plagear é muito comum por um motivo simples, e óbvio. Copiar é mais fácil que criar. Criar dá muito trabalho.
Mas como o respeito ao trabalho alheio não é um dom natural do ser humano, alguma coisa precisava ser feita. E muitas universidades estão se unindo para combater esse mal:
O combate ao plágio: As universidades contra-atacam
A Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Faap e o Senac SP aderiram a utilização de ferramentas que ajudam no combate ao plágio, tão comum nos trabalhos de conclusão de curso como TCC’s, monografias, etc, segundo informou o Yahoo!. O Safe Assign é uma dessas ferramentas, sendo a mais usada no Brasil atualmente.
Como funciona:
O software analisa cada parágrafo do documento enviado pelo aluno e o compara com o conteúdo de bilhões de sites da internet e de algumas bibliotecas eletrônicas, elaborando um relatório com o índice de coincidências podendo ainda apontar o endereço original do conteúdo plageado.
É lógico que muitos de nós sentirão isso somente quando forem vítimas desse crime.
O primeiro passo que cada um de nós pode dar para combater o plágio é sempre respeitar as fontes de pesquisa, referenciando-as. Isso engrandece o criador da obra e estimula a novas criações. O segundo é aprender com quem cria, se inspirar nessas pessoas e deixar nossa marca nesse mundo. Afinal, os criadores se imortalizam em suas criações. É só dar uma olhada para trás na história para constatar isso.
E você, como encara o plágio? Já teve algum trabalho plageado? se sim, como se sentiu?
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Muito bom este artigo, dá até vontade de dar um Ctrl+C, Ctrl+v!!
Seu último artigo..Linux – Recuperando dados com TestDisk
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Vinicius Reply:
abril 8th, 2009 at 11:57
ehehehe, esses caras me matam
[Reply]
Sou professor de curso de pós-graduação e um aluno meu ficou indignado pois disse que ele havia plagiado um trabalho. Vejam a alegação dele para se defender:
“Que plágio Prof? nâo existe plágio se nada foi publicado, apenas utilizei de pesquisas que fiz na internet, por não conseguir tempo para responder a todos as perguntas e trabalhos, poderia não ter feito nada e não ter entregue nada, contudo, achei melhor entregar algo, nunca tive intenção de plagiar ninguem, mas apenas a intenção de demonstrar que pelo menos li, estudei ou me esforcei para entregar os trabalhos”
Ele simplesmente copiou um trabalho realizado por uma aluna do mestrado da PUC/RS como se fosse dele. Agora está me ameaçando dizendo que o estou perseguindo.
Caso ele faça tal acusação vou inclusive enviar cópia do trabalho dele aos autores que tiveram suas obras plagiadas.
Att.
Gilberto
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Vinicius Reply:
abril 23rd, 2009 at 13:38
Gilberto, é triste o exemplo que vc deu mas esse é o retrato da nossa educação…isso deveria ser ensinado em casa e na pré-escola, mas nossa educação é realmente pobre…talvez com muita insistência possamos convencer alguns das perdas irreparáveis da falta de criação, uma das coisas que fazem o Brasil continuar um país “em desenvolvimento…lento” abs!
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