Profissional de TI sintonizado com o negócio é o sonho das empresas

Falar em alinhamento de negócios com TI é como chover no molhado. Fala-se muito, mas quanto nós, profissionais de TI estamos ajustados a esse processo, que vem se intensificando ao decorrer dos anos?

Criar sistemas, suportar infraestrutura de TI e usuários finais, cuidar da segurança da informação, administrar o parque de hardware, enfim, papéis dos mais variados é o que não falta nessa área em constante mutação. Mas apesar de tudo, ainda é pouco.

Principalmente se pretendemos continuar sendo valorizados no mercado de Trabalho e obter mais reconhecimento interno nas empresas, é preciso ir além da Tecnologia, do processo reativo ao negócio, e buscar a proatividade.

Mas como ser proativo num negócio onde não temos conhecimento de como funciona? Sem esse conhecimento, a área de TI acaba funcionando apenas como mordomo das demais áreas da empresa, e não raramente seus colaboradores não são tratados mais do que como meros recursos.

Ora, o negócio é o que define a alma de uma empresa, sua identidade no concorrido mercado, e se nós, como profissionais de TI conseguimos falar sua língua, interagir e oferecer soluções que alavanquem esses negócios, obviamente nosso valor enquanto profissional sobe a outro nível.

Passamos a ter um papel estratégico, sendo um tipo de profissional mais difícil de ser substituído, justamente por essa integração à cultura de negócios, única daquela empresa.

O site CIO (Outsourcing em revisáo. Será a volta dos empregos de TI?) apresentou uma análise muito interessante no sentido de que muitas empresas já estão começando a fazer o movimento inverso, isto é, estão trazendo a TI para dentro de casa novamente. Mas isso depende e muito do perfil do profissional de TI, que em geral deve mudar sua mentalidade.

Outro site, o da Exame, também publicou um artigo referente a esse assunto, onde destaco algumas percepções:

“Hoje, o profissional de TI está mais próximo da área de negócios”, diz Henrique Gamba, especializado em recrutamento para TI da Hays. Para que o profissional tenha mais noção de administração, o bacharelado em sistemas de informação ou ciências da computação é cada vez mais valorizado.

“No bacharelado, o candidato aprende detalhes do processo administrativo, coisas além do ‘tecniquês’. Ele acaba tendo uma visão mais estratégica”, explica Gamba. Com esse conhecimento, o bacharel acaba se tornando uma importante ponte entre a área de negócios (compreende as demandas) e de TI (traz ofertas): “Ele atua como um tradutor”, complementa o especialista.

A área tende a ser mais requisitada conforme o setor de TI cresce nas empresas e oferece mais empregos. Esse profissional agora pode ser mais proativo: ele alavanca os negócios, não apenas ajuda em soluções de tecnologia.

Então, será que devemos esperar o convite de nossos gestores para participar e conhecer melhor o negócio da nossa atual empresa? Basta ficar apenas “escondido” atrás da Tecnologia e se esquivando de outras questões que a ela não se relacionam?

É justamente aqui que começa a proatividade: Busque participar voluntariamente de projetos mais diversos dentro da empresa a fim de entender melhor como funciona suas engrenagens de negócios.

Entenda o que é mais importante para ela, seus objetivos desde os imediatos até os de longo prazo em termos de estratégia de mercado, seus maiores desafios atuais, os problemas mais crônicos, as oportunidades do momento…

Enfim, tal qual um médico, que tem que tem que examinar, conhecer bem o paciente para poder contribuir eficazmente para sua melhora, assim devemos fazer para poder criar soluções que de fato se destaquem como lucrativas. O que deve refletir de forma bastante positiva no valor de nosso passe.

Um processo de aprendizado e participação que ainda desafia o tradicional perfil do profissional de TI visto ainda em muitas empresas, aquele cara escondido atrás do computador e datacenters e que mal consegue se expressar direito. Realmente não é fácil mudar, mas é uma questão de sobrevivência. Pelo menos no sentido de se buscar ser considerado mais que um recurso, um número no mercado de trabalho.

E então, qual sua sintonia em relação a essas mudanças? sente-se preparado?

O destaque desta notícia acima é do artigo da site da Exame.

 

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