Pesquisa inédita no Brasil assusta ao revelar o comprometimento com a ética no trabalho

E sua ética no trabalho, como anda? Segundo uma pesquisa inédita do grupo ICTS publicada no artigo da Exame, a maioria das pessoas pesquisadas, precisamente 80%, estão propensas a faltar com ética no ambiente de trabalho.

Pequenas atitudes, entre muitas, erroneamente são consideradas como estratégias agressivas para vencer a concorrência, afinal, “vivemos num mundo selvagem, salve-se quem puder, ou seja, os mais espertos”, dizem os adeptos dessa idéia.

A confusão de conceitos entre ética e mesmo a preferência descarada por desprezá-la em favor de interesses próprios é algo que tem forte relação com a formação escolar do indivíduo. Claro, há muitas exceções nisso tudo, graças à inerente complexidade do ser humano.

Os sete dilemas apresentados aos participantes da pesquisa mostra como se comportariam quando colocados diante de situações comums que exigem ética:

1 – Denunciar um ato antiético cometido por um colega

Quando a falta de ética vive na baia ao lado, 56% dos profissionais disseram que somente denunciariam os colegas se fossem incentivados pela empresa.

Na divisão por gênero e hierarquia, a pesquisa mostra que mais da metade das mulheres 61% e dos funcionários 60% de níveis operacionais hesitariam em delatar o colega antiético.

2 – Conviver com atos antiéticos

Pouco mais da metade dos participantes da pesquisa disseram não ter restrições à convivência com a falta de ética na empresa. O índice sobe para 55% e 59% quando trata-se de profissionais sem curso superior que recebem até R$ 3 mil e  de funcionários operacionais, respectivamente.

3 – Adoção de “atalho” antiético para atingir metas

A pressão por metas pode levar 48% dos participantes do levantamento a escolherem o caminho mais curto e que fuja ao código de ética para cumprir os objetivos estabelecidos. Entre os homens, metade revelou que escolheria o atalho antiético, assim como 53% dos maiores de 34 anos.

4 – Furto

Homens 24% e não graduados 25% são mais propensos a furtar valores ou bens materiais consideráveis das organizações, mas no geral apenas 18% dos entrevistados admitiram que fariam isso.

5 – Aceitar suborno

Dependendo da circunstância, quase metade dos homens adultos e não graduados 43% aceitaria suborno para dar vantagem a um fornecedor. Levando-se em consideração as respostas de todos os entrevistados, o índice cai para 38%.

6 – Receber presentes

De acordo com a pesquisa, 40% admitiram que beneficiariam um fornecedor em troca de brindes e presentes, sendo que a taxa sobe para 43% se forem levadas em conta somente as respostas dos funcionários operacionais.

7 – Usar informações confidenciais em benefício próprio

Gestores adultos e graduados são a parcela de entrevistados mais propensa a incorrer neste tipo de conduta antiética. Deste grupo, 32% tendem a usar informações secretas em benefício próprio ou de terceiros, mas no geral, o índice registrado foi de 28%.

 

A educação formal, segundo mostra a maioria das avaliações nos ítens acima, continua sendo a base de um país igual e pacífico, coisas que faltam ao Brasil.

Esse retrato da falta de ética no trabalho é reflexo imediato dessas deficiências, e sabemos que as mudanças nesse sentido levarão anos para ocorrer, dado a morosidade e displicência com que nossos governantes tratam a Educação.

Que os movimentos que estão estourando nesses dias pelo Brasil e no mundo possam pressionar o Governo a agir em prol do maior tesouro de um país que sonha ser bem civilizado. Pois só então, com a nova geração melhor educada, poderemos sonhar com uma maioria mais ética nas empresas.

Este artigo faz referencia ao artigo da Exame.

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