O que mais influencia os profissionais de TI na decisão de trocar de emprego?

Segundo pesquisa da InformationWeek, dois em cada cinco profissionais de TI estão procurando um novo emprego.  Pesa a favor das empresas, nessa pesquisa, que os profissionais estão procurando emprego, em sua maioria, de forma ativa ou casual.

Isto pode significar que, se as empresas perceberem a tempo, podem ser bem sucedidas na retenção de seus valiosos talentos.  O artigo listou alguns pontos interessantes sobre os números da pesquisa, dados que acredito serem de extrema importancia, tanto para profissionais, como para gestores de TI:

1. Por que as pessoas pedem demissão: o dinheiro, e …

Maior remuneração é de longe a razão pelas quais as pessoas estão procurando um novo emprego (citado por 70%). Não fique em choque – a taxa cai quando se fala em compensação, e as pessoas caminham em frente. Mas metade dos funcionários e 42% dos gestores também estão à procura de um trabalho mais interessante, e pouco mais de 40% estão procurando mais a realização pessoal. Cerca de 30% querem mais responsabilidade. Mais da metade de todos os entrevistados disseram que consideram um trabalho inferior pagando mais com satisfação profissional.

Uma das razões mais interessantes para procurar um novo emprego, citado por 41% dos funcionários e gerentes, é por não gostar da gestão da empresa ou da cultura. Esta conclusão é particularmente interessante quando se considera que a cultura está bem abaixo na lista do que é mais importante para os empregados (citado por apenas 19% dos funcionários) e a eficácia dos supervisores imediatos é muito menos importante (14%). Talvez os funcionários não necessariamente busquem por uma grande cultura ou gerente, mas quando as coisas dão errado, eles podem afastá-los.

2. O que mais importa: salário, estabilidade, influência, e …

Para os gestores, a prioridade é ter a sua opinião e conhecimento valorizado – alguns pontos à frente de remuneração, desafio e estabilidade. Para os funcionários, os fatores principais são salário, estabilidade, benefícios, horário de trabalho flexível, tendo seus conhecimentos valorizados, desafio e férias. Olhe para essa lista. Quantas dessas coisas o CIO tem controle completo? Valorizando o conhecimento e desafio e, em menor grau, o horário de trabalho. Coisas como remuneração, benefícios e férias fazem parte de grandes políticas corporativas, para os CIOs é preciso cultivar uma forte parceria com seus colegas de RH para manter os seus melhores elementos.

3. O que importa muito pouco: tecnologia de ponta, as promoções, cultura …

Potencial para a promoção é citado por apenas 18% dos funcionários e gerentes. Como mencionado anteriormente, a cultura da empresa não é muito importante (19% do pessoal). Meu palpite é que os trabalhadores não se preocupam com a “cultura” – uma cultura de valorização das pessoas só tem importância se ela resulta em um bom salário e benefícios e horários de trabalho flexíveis. Mas em termos de ações que os CIOs podem tomar, olhe para dois outros pontos que tem baixas taxas de importância.

O primeiro é que nem os funcionários nem os gestores estão preocupados se o seu trabalho é importante para a empresa. Isso é interessante: os profissionais de TI acham muito importante que a sua opinião e conhecimento sejam valorizados, mas eles não estão muito preocupados com o seu trabalho sendo importante para o sucesso da empresa. Para os funcionários de TI, o percentual que citou cada um desses fatores tão importantes é:

Minha opinião e conhecimento são valorizadas: 40%

Meu trabalho (emprego) é importante para o sucesso da empresa: 22%

Isso não significa necessariamente que os profissionais de TI não se preocupam em contribuir para o sucesso da empresa. É que a contribuição só tem importância se eles são reconhecidos por esse esforço. É a necessidade da expertise dos CIOs de reconhecer um bom trabalho.

O segundo ponto é que trabalhar com tecnologia de ponta e com a criação de soluções inovadoras de TI estão classificados com baixa taxa de interesse dos trabalhadores – cada um com apenas 21%.

Esta descoberta não significa que os líderes de TI não precisam se preocupar em manter as pessoas em projetos novos. Para um segmento saudável de profissionais de tecnologia, “o novo” é a sua droga, e se você privá-los, eles vão encontrá-lo em algum lugar. Nós tendemos a pensar o “maior e mais recente” como parte do DNA do profissional de TI – os dados sugerem que não é isso. Assim, os CIOs não podem presumir que a maioria dos profissionais de TI que se aproximam de um projeto novo vai dar piruetas de felicidade pela chance. Os CIOs precisam selecionar com cuidado.

O mercado de trabalho, com toda essa confusão da Economia na Europa e EUA ainda derrapando, certamente acaba afetando as negócios por aqui.

E instabilidade, promovida por esse cenário, é tudo o que o funcionário não quer enfrentar, portanto está na mão das empresas a decisão de tomar atitudes certas, que influenciem seus talentos a deixarem de paquerar o mercado e assim renderem mais ainda.

Mas o tempo não corre a favor delas, graças a crise de mão de obra na área de TI.

As dicas em destaque são de artigo da InformationWeek.

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  1. Guilherme Cenzi