O desemprego Intelectual: Comprar ou conquistar um diploma?

O desemprego intelectual diz respeito ao desemprego que atinge as pessoas com maior grau de escolaridade.  Enquanto que nos países desenvolvidos, com culturas que valorizam o conhecimento, há queda de nível de empregos dos cidadãos com menor grau de escolaridade, aqui ocorre justamente o contrário (o que já não é de hoje). Veja algumas causas desse fenômeno e o que podemos fazer para não entrar nessa estatística.

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Curso Superior em promoção: Aproveite, é só até sábado!

Em parte isso se deve a muitas universidades espalhadas pelo país que têm mais um compromisso mercadológico do que com a própria educação em si. Esse mercado se tornou altamente lucrativo, levando a muitas dessas instituições a fazerem uso de promoções do tipo “pague 1 e leve 2“.

Algumas dessas “instituições de ensino” baixam seus preços de tal forma que realmente não dá para oferecer um ensino de qualidade para seus alunos e menos ainda um salário digno que atraia professores experientes e qualificados. Estão simplesmente vendendo diplomas. Esses “clientes”, futuros professores mal preparados, são os que conduzirão nossas crianças amanhã… 

Esse é o retrato triste do ensino no Brasil: Os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem, as empresas fingem que pagam bem (como uma empresa pode lucrar de forma satisfatória sem profissionais bem preparados?) e o Brasil finge que cresce. E assim continua o ciclo vicioso e paralisante.

Afinal, empresas medíocres não podem produzir produtos e serviços marcantes, dignos de serem consumidos por ilustres e exigentes consumidores de países de 1º mundo, pode?

Um atalho que não compensa…

Apesar de ser fácil e cômodo ter um diploma assim, o problema é que o mercado de trabalho não perdoa. Mais cedo ou mais tarde esse profissional pagará o preço (engrossando a fila dos desempregados intelectuais ou ganhando muito mal) por sua escollha de uma formação superficial desconexa com suas aptidões, feita para “inglês ver”.

Lógico que ter um ensino de primeira para a maioria dos brasileiros não é uma simples questão de opção. O ensino de primeira é caro e para poucos. O ensino público de nível superior se inclue nessa lista já que o candidato raramente consegue uma vaga sem depender de cursinhos complementares avulsos ou ainda uma educação privada desde a infância.

E pior que não poder fazer um curso em uma universidade pública de primeira é ainda pagar para poucos fazerem. Essa é nossa contribuição compulsória através dos impostos, nosso “direito” como cidadão

 Como sair da fila do desemprego intelectual ou passar longe dela?

  • Valorize sua formação.
  • Gaste um pouco mais de tempo e dinheiro investindo em sua educação, não se atente muito a questões do tipo “mas não vou usar esse conhecimento na empresa”.
  • Pense de forma global, além de sua empresa, você está num mundo globalizado (embora saibamos disso, muitas vezes agimos como se não soubéssemos). Não importe-se com o grau de dificuldade, pois em geral o que é mais difícl é mais valorizado.
  • Pratique seu conhecimento, seja no mundo real ou virtual. Crie redes de relacionamentos.
  • Ajude, primeiro dê para que possa ser digno de receber de alguém alguma coisa.

  O Prof. Luís Sergio Lico, no vídeo ao lado, discute vários fatores que contribuem para o crescimento dessa “modalidade” de desemprego. Vale a pena conferir. E claro, espero sua opinião nos comentários!

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