Mentir e boicotar a própria carreira: você está fazendo isso?

Mentir não é algo fácil de se praticar (pelo menos para a maioria das pessoas, acredito). Tem que ser muito bom ator. A não ser que se minta para si mesmo.

Quando, por exemplo, falamos em satisfação, felicidade no trabalho, na carreira profissional, vez por outra gostamos de minimizar nossos problemas e valorizar bastante as coisas boas.

Não que isto seja uma coisa ruim, pelo contrário, faz bem para nosso estado de espírito, para ajudar a suportar a pressão do dia-a-dia.

O problema é que fazemos isso algumas vezes apenas para não ficar por baixo quando conversamos com um colega, parente, amigo, o que seja. Queremos mostrar que estamos bem, se possível melhor que nosso interlocutor.

A realidade muitas vezes está longe disso. O filme “esposa de mentirinha”, estrelado pelo excepcional Adam Sandler e Jennifer Aniston, retrata de forma bastante divertida essa situação, onde duas mulheres lutam para mostrar entre si que uma está melhor que a outra, não importando a realidade, por pior que seja.

E não é difícil cairmos nesse tipo de joguinho, e assim arrastarmos nossas vidas, nossas carreiras para a lama. Tudo para manter aparências, para não dar o braço a torcer por uma decisão errada.

Esse comodismo se reflete nessas desculpas que aparecem vez por outra em nosso repertório, enumeradas por Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), através de artigo da Exame. Segundo ele, criamos obstáculos à nós mesmos, sabotando-nos com essas desculpas.

Veja abaixo se voce não comprou alguma dessas idéias, o que pode estar lhe prejudicando na carreira:

1 –  Não trocarei seis por meia dúzia

Almeida afirma que o profissional que utiliza este argumento diante de uma nova oportunidade, normalmente, acredita que as empresas de sua área se parecem, quando nem sempre é verdade.

Para os especialistas, é preciso fazer uma pesquisa, conversar com profissionais de outras empresas e colocar no papel as vantagens e desvantagens de cada companhia. Às vezes, há uma oportunidade melhor, mas a iniciativa tem que partir do profissional.

2 –  Meu emprego é ruim, mas é melhor do que nada

“O desconhecido é difícil, mas esta frase é típica de um profissional que não faz esforço para mudar”, afirma Almeida.

De acordo com Martins, é a mesma situação de quando uma pessoa é questionada sobre como vai o emprego. “Com o clássico ‘estou levando’, é possível identificar de que algo está acontecendo”, diz. E que o profissional tem uma postura passiva diante disso.

3 –  Não gosto do que faço, mas ganho razoavelmente bem

Típico de quem acha que não conseguirá achar um emprego melhor e demonstra apego ao salário. “Com o tempo, aquela quantia de dinheiro não será mais suficiente e ele estará no mesmo lugar e infeliz”, explica Almeida.

4 –  Ficarei aqui temporariamente, daqui a dois ou três anos acontecerá alguma coisa melhor

Segundo os especialistas, o profissional que aguarda que fatores externos ajudem no plano de carreira corre o risco até de perder seu emprego. Depender de que a empresa mude ou que seu superior saia para você conquistar o cargo não é uma atitude inteligente.

5 –  Para mudar de emprego preciso fazer um curso de especialização, mas não tenho nem tempo e nem dinheiro

Para Almeida, neste caso o profissional devia se perguntar o que é viável de acordo com as condições dela. “O mais difícil é a pessoa identificar o que pode fazer para sair daquela situação. Há maneiras de sair do comodismo com cursos online ou bolsas de estudo”, afirma.

Martins explica que o profissional que está sempre pensando em várias hipóteses e culpa o chefe e a empresa por não ter oportunidades, tem que parar e listar quais ações são necessárias para alcançar seu objetivo.

6 –  Meu chefe não reconhece meus méritos

Não ser reconhecido no trabalho é um problema. Entretanto, para Martins, essa atitude passiva faz com que o profissional se acostume a culpar os outros.

A frustração, muitas vezes, impede que o profissional avance e dedique a outros projetos e se destaque, em vez de ficar reclamando.

7 –  Eu faço meu trabalho bem, um dia as pessoas se lembrarão de mim

Mais uma vez, de acordo com Almeida, o profissional aguarda um reconhecimento do chefe ou dos colegas de trabalho. Mas alerta: ele não conseguirá isso só esperando “É preciso fazer um marketing pessoal e fazer networking no ambiente de trabalho”, afirma.

8 –  Sou bom no que faço, pois atuo nessa área há muitos anos

Para os especialistas, o profissional que acredita que é bom e que está a salvo pode ser facilmente passado para trás se não “provocar” o mercado.

Destaquei algumas palavrinhas que achei importante frisar. Voce pode estar num bom emprego, numa boa posição, fazendo um bom trabalho…mas cuidado, o bom é inimigo do ótimo. Nossa tendência é se acomodar, baixar a guarda, porém atente-se com a concorrência, essa não para.

Será que você e eu podemos estar sendo vítima de uma dessas armadilhas em forma de inofensivas desculpas e nem devemos  estar percebendo? pode ser, afinal sabemos mentir bem para nós mesmos!

Portanto, não se deixe ser surpreendido, principalmente quando a notícia não é boa.

As 8 dicas listadas acima são de artigo da Exame.

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