Inglês no Brasil é para chinês ver: pesquisa nos classifica como um dos piores do mundo

Às portas de grandes eventos como Copa do mundo e Olimpíadas, o Brasil apresenta uma estatística triste: os profissionais brasileiros, segundo pesquisa da GlobalEnglish com 78 países, ficaram na 70ª posição segundo o nível de inglês.

Embora tenha aumentado o senso de urgência e relevância do idioma no Brasil, ainda há muito o que se fazer. Os pesquisadores concluiram que o brasileiro ainda é muito reativo nesse sentido, ficando à espera de incentivo financeiro da empresa ou que a situação em si lhes pressione.

Segundo o estudo, dando um pouco mais de detalhes sobre seus números…

Os profissionais brasileiros têm um dos piores níveis de inglês do mundo, segundo um estudo da GlobalEnglish que mediu a habilidade com o idioma de mais de 200 mil funcionários de empresas nacionais e multinacionais ao redor do mundo que não têm o inglês como língua materna. O estudo foi divulgado nesta terça-feira, 23/04, no jornal Valor.

Dentre os 78 países analisados pela empresa de cursos de inglês corporativo, o Brasil ficou na 70ª posição. De 1 a 10, o país ficou com a nota 3,27, o que representa uma leve melhora em relação ao ano passado, quando registrou 2,95. A média deixa o Brasil entre os índices “iniciante” e “básico” – abaixo, inclusive, da América Latina, que ficou com a média de 3,38.

Não que o inglês tenha perdido seu potencial ou importância no mundo corporativo, muito pelo contrário:

Em todo o mundo, apenas 7% dos profissionais apresentam fluência no idioma, porcentagem similar à registrada no Brasil. Mesmo assim, eles sabem a importância de apostar na língua – 91% consideram a proficiência no inglês necessária para avançar na carreira e 94% consideram o “business English” fundamental para conseguir uma promoção.

O pior não é ficar mal classificado numa pesquisa como essa. O que piora a situação é o fato de que estamos atrás de muitos países economicamente menos desenvolvidos que o nosso, o que mostra um problema mais relacionado à cultura e de falta de vontade política em relação à educação que apenas financeiro:

O Brasil fica bem atrás de outros emergentes como a China e de vizinhos como o Uruguai, ambos com nota 5,03, além de ficar longe de outros países lusófonos, como Portugal, com nota 5,47, e Angola, com 4,40. “Estamos muito aquém. Isso pode afetar incrivelmente a capacidade do Brasil de continuar atraindo investimentos de fora”, diz o diretor da GlobalEnglish no Brasil, José Ricardo Noronha.

Perda de competitividade e produtividade das empresas no cenário nacional e internacional é um dos grandes prejuízos para o Brasil por causa disso tudo, sem contar o aspecto cultural.

Agora, vejamos o copo como meio cheio e tentemos enxergar as oportunidades de se destacar, que esse tipo de situação nos apresenta.

Se você se dedicar ao idioma, com base nesses números negativos da média dos profissionais brasileiros, suas chances são bastante grandes de se sobressair perante a concorrência pelos melhores postos e salários. No mínimo, aumentaria seu poder de barganha, suas opções de escolha.

Em profissões da área de TI temos um impulso natural ao aprendizado do inglês devido à origem da maioria de nossas ferramentas de trabalho e processos à elas relacionados, o que por si só já nos ajuda a sair do comodismo, o que ainda infelizmente não ocorre com a grande maioria das profissões exercidas no Brasil.

 

Os dados da pesquisa em destaque acima foram publicadas pelo site Convergência Digital.

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