Entrevistas de emprego: dicas essenciais para não morrer na praia

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Você espera ansiosamente e chega o grande dia da entrevista para trabalhar naquela empresa que você sempre admirou. Quando é esse o caso, geralmente ficamos um pouco mais ansiosos, nervosos do que o normal. O porte da empresa chega até a intimidar um pouco,  inclusive as posturas das pessoas que o atendem até chegar a hora de encontrar o entrevistador frente a frente pode influenciar em seu emocional.

Todo esse momento, desde a hora em que saímos de casa e que precede uma entrevista deve ser pensado e bem administrado, afinal qualquer evento pode tirar-nos a concentração e fazer com que apresentemos um nervosismo fora do normal, que para o entrevistador pode deixar uma péssima impressão. O resultado disso a gente já sabe, não é?

Porém. chegar “ileso” emocionalmente na entrevista é apenas a primeira parte da batalha. Depois vem a parte mais difícil, que é encarar perguntas as vezes das mais inusitadas, e que podem desmontar toda nossa preparação anterior. Por isso, estar sempre atento a algumas dicas de especialistas ao se fazer entrevistas pode ser o grande diferencial na sua estratégia de vencer a concorrência e chegar lá.

Veja estas dicas preciosas disponibilizadas pelo IDGNow. Destaquei em laranja aquelas que na minha opinião devem formar a base de nosso preparo para qualquer tipo de entrevista. Saber “ler” o entrevistador é fundamental.

1 – Você é pego desprevenido por perguntas impróprias ou ilegais.
Não é nada ético que recrutadores perguntem coisas como o estado civil do entrevistado e se ele tem filhos. Em alguns lugares, chega a ser contra a lei. Mas alguns recrutadores fazem e deixam o candidato em uma situação muito embaraçosa.

A coach de carreira Susan Whitcomb, autora de vários livros sobre gerenciamento de carreira, recomenda um processo de três passos ao responder a essas questões:

1 – Evite uma resposta direta à questão caso tenha alguma chance de prejudicar sua candidatura;
2 – Reflita rapidamente sobre a real intenção do recrutador ao realizar a pergunta;
3 – Dê uma resposta que atenda à possível expectativa do recrutador.

Quando questiona se o candidato é casado, por exemplo, o recrutador pode estar pensando em um estilo de vida que possa atrapalhá-lo no dia-a-dia do trabalho. Whitcomb sugere, por exemplo, que o usuário responda que está em uma relação sólida, com uma pessoa que dá apoio total na carreira e que dê exemplos sobre como a relação não atrapalhou empregos anteriores.

2 – Uma mancha na carreira do candidato entra em discussão
Muitos candidatos a emprego mostram alguma mancha em seu histórico de carreira, como uma demissão, uma passagem muito rápida em algum emprego ou até mesmo uma demissão por justa causa. A abordagem desse tema pode fazer toda a diferença.

De acordo com Whitcomb, tentar ocultar esses fatos deve estar fora de cogitação. “Responda as respostas que você mais teme e encontre respostas positivas para todas. Durante a entrevista, se antecipe ao esclarecer algumas dessas questões sobre posições de trabalhos anteriores”, sugere. Uma boa saída é mostrar o que aconteceu, dizer o que aprendeu com a situação e comprovar que não repetiria erros do passado.

3 – Uma resposta medíocre escapa
Não importa quanto o candidato se preparou para uma entrevista, pode acontecer de ter um branco e dar uma resposta insatisfatória. Nem tudo está perdido, no entanto. O candidato ainda terá a chance de voltar à questão mais tarde, diz a especialista em carreira do site Vault.com, Connie Thanasoulis-Cerrachio.

Connie relembra de uma entrevista em que deu uma resposta insatisfatória a uma pergunta inesperada, mas conseguiu contornar a situação 10 minutos depois. Ela lembrou de um projeto que faria parte de uma resposta satisfatória e perguntou se poderia voltar à questão anterior. O recrutador concordou e ela pôde consertar o erro.

4 – Respostas sem objetividade
Quando um candidato a emprego não sabe como responder determinada pergunta, ele costuma “enrolar” até que o recrutador desista daquela questão. Esse é um grande erro.

Se você perceber que está indo para esse caminho, pare. “Não há nada errado em dizer que não entendeu a pergunta ou que precisa de mais detalhes para conseguir respondê-la”, diz Connie.

A pausa para considerar uma questão de forma mais aprofundada também pode ser positiva, pois mostra ao recrutador que você tem a entrevista sobre controle. “Eu aprecio quando percebo que os candidatos entendem que estão perdendo o eixo e se estabilizam para retomar o controle”, afirma a recrutadora.

Como saber se você está dando voltas? Whitcomb diz que as respostas à maioria das entrevistas de emprego não deveriam tomar mais de dois minutos para serem articuladas. A exceção é quando a questão aborda temas comporamentais.

E você, destes conselhos qual considera o mais importante no seu ponto de vista? E qual o mais difícil de seguir? Conhecer nossas deficiências nesse ponto é crucial para que possamos corrigir nosso comportamento e aumentar nossas chances de um desfecho positivo nos processos seletivos que enfrentamos.

As dicas de entrevista foram publicadas no IDGNow.

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