Dica de sobrevivência: demitido mas não morto

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Você já foi demitido? quanto tempo teve que investir batalhando por uma nova oportunidade no mercado de trabalho? Ser demitido, ao contrário do que muita gente imagina,(principalmente aqueles que com ar de superioridade se orgulham por nunca terem passado por essa dura experiência) é algum muito comum, ainda mais em tempos de economia instável a nível mundial. Aqui no Brasil até que nem tanto, mas nos EUA, onde a coisa pegou feio para o pessoal de TI devido a crise, sobram muito mais motivos para se perguntar o porque de ser demitido quando a performance individual poderia ser considerada satisfatória.

O site CIO apontou um livro lançado nos EUA que trata essa questão e faz um paralelo com os estágios vividos quando perdemos alguém que amamos, os quais são negação, raiva, depressão e aceitação. Segue abaixo os quatro estágios e parágrafos-chaves de cada um deles:

1 – Primeiro estágio: uma vida desequilibrada

Quando alguém deixa de trabalhar abruptamente, sente que de repente sua vida desmoronou e que não segue mais estrutura alguma. “Os desempregados não sabem o que fazer com o tempo livre”, afirma o psicólogo voltado à consultoria de carreira, Stuart Schneiderman, que complementa: “É comum ver pessoas perderem completamente o equilíbrio mental nessas ocasiões.”

2 – Segundo estágio: incerteza e frustração

Assustadas em relação a encarar o desconhecido, as pessoas optam por fechar-se em seus mundos particulares, evitando assim ter de dar explicações a outros. Alba conta que, durante o período em que ficou desempregado, temia que seus comentários desanimados preocupassem demais sua esposa e filhos. Por isso, deixou de falar com eles. Parou também de frequentar eventos sociais, já que sua rede de amigos era quase totalmente formada por colegas de profissão.

3 – Terceiro estágio: crise de identidade

Embora a rotina e os contatos sociais sejam desregulados depois da perda do emprego, o mais difícil de restabelecer é a identidade do profissional. “Na sociedade moderna, somos identificados pelo papel que desempenhamos em nosso trabalho e, quando isso nos é tirado, é muito complicado de voltarmos a nos enxergar como pessoas”, explica o PhD em psicologia e analista em uma consultoria voltada à gestão de carreiras, Michael Thompson.

4 – Quarto estágio: recuperação

Para a maioria dos recém-empregados, a volta ao trabalho em si já parece ser suficiente para apagar todo o trauma passado anteriormente. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Michigan, nos EUA, aponta que os efeitos psicológicos de uma demissão e da demora para voltar ao mercado podem permanecer na inconsciente dos profissionais durante anos.

Se você ainda está passando por essa dura experiência, tente absorver o melhor das lições que ela oferece. Muitas vezes é nessas situações que podemos retomar o sentimento de humanidade que por vezes deixamos que se deteriore dentro de nós, a se ver quando julgamos prontamente alguém que está sofrendo com essa situação e logo o rotulamos de incompetente. 

A demissão é um processo que, se encarado com sobriedade, sem aquele sentimento de perseguição, que “o mundo todo está contra mim”, o fará sair muito mais fortalecido e você poderá entender que não é só de competência que sobrevive um profissional num emprego, isto é, não depende somente de você. Dependemos de muitos outros fatores que vão além de nosso pequeno mundo individual.

Isso deve nos fazer lembrar todos os dias de quanto dependemos de outras pessoas para sobreviver, não só profissionalmente mas em qualquer esfera da vida. 

Acesse o artigo do CIO e leia-o na íntegra.

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