A qual grupo de profissionais remotamente conectados você pertence?

Toda empresa tem uma cultura única, uma forma singular de tratar seus colaboradores quanto ao trabalho que realizam e da forma que o fazem, delineada pelas necessidades de negócios e sua missão. Enxergo dois momentos cruciais de transformação de como encaramos o trabalho hoje: o primeiro é o da entrada dos computadores na vida das empresas.

Toda forma de produção na economia mundial foi de alguma forma impactada de maneira muito profunda,  gerando transformações permanentes. Pensamos o trabalho diferente de alguém que adentrou o mercado de trabalho antes do domínio da tecnologia dos computadores, isso ningúem pode negar.

Outro grande momento que afetou igualmente de forma profunda como trabalhamos hoje é a entrada dos computadores na vida das pessoas comuns. É o povo tendo acesso a todo tipo de tecnologia computacional com um custo relativamente baixo para uma grande parcela da populacao mundial.

Essa última mudança criou o trabalho remoto, que vem ganhando terreno a cada ano que passa, e vencendo preconceitos e paradigmas. Prova disso é a mais recente pesquisa da Forrester Research, realizada com profissionais da informação na América do Norte e Europa, que mostrou que 66% da força de trabalho atua remotamente, em algum momento durante o mês, segundo informações da InformationWeek Brasil.

Embora seja isso um fato bom para as empresas, parece ainda estar longe o processo de maturidade dessa nova forma de trabalhar, uma maturidade que seria alcançada com resultados ótimos para as empresas, porém sem transformar a nós, trabalhadores em zumbis tecnológicos, sem vida própria. Parece ser esse um dos grandes desafios dos líderes de TI atualmente.

A equipe da Forrester Research criou 5 grupos, que citam as características do universo de profissionais pesquisados que trabalham remotamente de alguma forma. Em qual deles voce mais se encaixaria atualmente?

1. Funcionário back-office

Comprometendo 34% da força de trabalho na pesquisa, esse grupo trabalha apenas a partir de escritórios corporativos. Esse segmento geralmente representa funcionários em início de carreira ou que estão bem estabelecidos no cargo. A centralização do escritório para esse cargo não desperta o interesse de trabalhar de casa – e não gostam de trabalhar com outros que trabalham de casa.

2 – O profissional super móvel

Constituindo 33% da força de trabalho típica, o profissionais super móvel pode ser encontrado em cargos de serviços profissionais e alta administração. Enquanto a maior parte do tempo desse grupo se passa no escritório, 42% passam, pelo menos, um dia da semana trabalhando de casa, 29% trabalhando direto do cliente e 22% viajando. O grupo inclui os profissionais mais bem pagos do negócio e, ainda assim, eles se sentem, frequentemente, sem suporte algum para seu estilo de trabalho. Apenas 28% acreditam que sua empresa os encoraja a trabalhar de casa.

3. Consultor conectado

O consultor conectado, 16% da força de trabalho, se locomove entre o escritório e algum lugar pela cidade. Eles têm um cargo executivo ou de consultor em áreas como construção, defesa e serviços profissionais. Esse grupo também precisa se conectar enquanto viaja; quase um quarto trabalha em movimento pelo menos algumas vezes por mês.

4 – Em casa, meio período

Representando 11% da força de trabalho, esse grupo de funcionário remoto ou prestador de serviço (como designers) divide seu tempo entre escritório e casa. Mais da metade trabalha de casa pelo menos algumas vezes por mês, ainda assim, apenas 14% acreditam que sua empresa encoraja esse tipo de trabalho.

5. O técnico remoto

Técnicos remotos são 5% da força de trabalho e podem incluir funcionários que estão baseados em casa, pela rua ou a combinação dos dois. Esses funcionários preenchem cargos em atendimento ao cliente, serviços profissionais e vendas e 71% desse grupo passam uma hora por dia, ou mais, trabalhando com clientes.

O rumo em direção ao trabalho totalmente virtual na área de Tecnologia da Informação parece ser apenas uma questão de tempo. De fato, o nosso perfil profissional deve migrar entre os grupos citados acima de tempos em tempos, de acordo com a cultura de cada empresa. O que eu e você podemos fazer senão procurar se adaptar a essa nova e incontestável realidade?

Para começar, ficar ligados nas últimas novidades sobre mobilidade tecnológica, criticar essas formas de trabalho com clareza de argumentacão quando for o caso, baixando a guarda da velha resistência e entender que essas mudanças vem mais para o bem do que para o mal do profissionais atuais e futuros da área.

Trabalho remoto pode significar liberdade, satisfação, menos estresse…ou tudo isso ao contrário. Vai depender de como nossas empresas vão lidar com essa mudança tão crucial quanto inevitável. Uma sugestão para as empresas? comece por ouvir seus funcionários, discuta com eles as possíveis soluções, tente entender suas considerações. Descer tecnologias e processos novos goela abaixo definitivamente não deixará o profissional mais produtivo.

Talvez o torne no máximo o procrastinador remoto, altamente conectado.

Os 5 pontos citados acima são de publicação da InformationWeek Brasil.

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