6 tipos de comportamentos de gerentes de projetos que devem ser evitados

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Muita gente almeja chegar no posto de gerente. Luta, estuda, se especializa, espera a oportunidade…e enfim ela chega! Legal, acabou? Nao, é apenas o começo de uma longa e incerta jornada. Muita da experiência técnica que você teve provavelmente terá pouca relevância para o sucesso dos projetos que terá que encabeçar de agora em diante. Isto significa ter ciência de que novas habilidades terão de ser trabalhadas, especificamente as ditas comportamentais.

O problema é que muito profissional tarimbado, macaco velho na empresa, não enxerga (ou não quer enxergar, o que é pior) esses, digamos, pontos a melhorar. Simplesmente tentam se impor com o crachá (que provavelmente mudou de cor devido ao novo cargo). Ameaçam nas entrelinhas, pressionam sem procurar ouvir os liderados, tentam se intrometer demais tecnicamente, não assumem a responsabilidade perante a equipe em caso de atrasos/problemas, enfim, a lista é grande.

Phil Simon, da InformationWeek – EUA listou de forma didática e bastante exemplificada, o que achei interessantíssimo compartilhar com você. Trata-se de 6 tipos de gerentes de projetos muito fáceis de serem encontrados nas empresas dos mais variados portes. Embora ele tenha se baseado na experiência americana, não é nada difícil nos identificarmos com os retratos por ele apresentados, dado a globalização da função. Veja:

  1 – O “sim, senhor”   Certos gerentes de projeto temem conflitos e concordam com todas as demandas vindas de clientes internos e gestão sênior. Esses gerentes podem ter background em vendas. Como resultado, estão acostumados a dizer “sim”.   Esses profissionais são geralmente bem intencionados e não tentam, propositalmente, sabotar projetos. Eles querem, apenas, que os clientes estejam satisfeitos e ofereçam referências futuras. Mas ao não confrontar aqueles com expectativas extremamente divergentes, os “sim, senhor” fazem promessas e assumem compromissos implicitamente que podem colocar em risco projetos inteiros.

2 – O microgerente

Assim como os “sim, senhor”, os microgerentes geralmente têm boas intenções e simplesmente querem entender cada passo de um processo ou a natureza de uma questão complexa. No entanto, em um projeto, o gerente não deve fazer o papel do especialista em produto, aplicativo ou tecnologia. Durante o período de desenvolvimento, o consultor nem sempre pode explicar cada faceta complexa para todos, muito menos para o novato, independentemente das melhores intenções.   Os microgerentes precisam deixar que os consultores experientes façam seu trabalho. Dependendo do momento, o gerente pode ser obrigado a aceitar uma explicação geral sobre o projeto. Caso o microgerente precise de mais detalhes, ele deve levar o consultor para reuniões com o corpo diretor ou pedir que eles escrevam relatórios de status que ofereçam as informações específicas.   O gerente de projeto precisa deixar que os outros respirem; isto é, realizem o trabalho. Funcionários e consultores não podem ser eficientes se tiverem de passar a maior parte do tempo relatando o status de cada passo para o gerente. Isto é ainda mais verdadeiro quando o projeto lida com pontos críticos.

3 – O procrastinador

Os gerentes que, frequentemente, não entregam o combinado são os piores de todos. No mínimo, eles fazem com que organizações percam prazos de projetos. Os procrastinadores colocam tanto funcionários quanto consultores em uma situação insustentável. Falando pela perspectiva do consultor, é uma situação em que ninguém ganha. O procrastinador geralmente se esquiva do cliente e não entrega os resultados prometidos, como planos de projetos atualizados, documentação ou atualizações de status. Nesses casos, as pessoas perdem o respeito pela empresa de consultoria e pelos consultores individuais, estejam eles contribuindo para o atraso ou não. Os melhores gerentes de projeto sabem quando usar cada ferramenta em seu kit.

4 – O sabe-tudo

Ninguém pode saber tudo sobre um aplicativo corporativo. Alguns gerentes de projeto têm a mesma formação de consultores técnicos. Assim, eles podem ter a habilidade de responder algumas questões sobre certos problemas relacionados a sistemas. Embora possuir conhecimento para falar com propriedade sobre certos assuntos seja, raramente, um defeito, alguns gerentes de projeto que não envolvem a equipe em pontos críticos, fazem diversas coisas hostis.   Por exemplo, eles podem alienar a equipe de consultoria e tornar mais improvável que membros da equipe abordem questões no futuro. Além disso, ao não envolver rotineiramente os especialistas, os sabe-tudo minimizam a contribuição daqueles consultores, fazendo com que, possivelmente, o cliente questione a necessidade de contratar aqueles consultores. A não ser que o consultor tenha sido especificadamente contratado em um papel híbrido de consultor/gerente de projeto, o individuo deve, rotineiramente, envolver a equipe de implementação em todo o projeto.

5 – O Poliana

Alguns gerentes de projeto novos em projetos de grande escopo ficam em êxtase quando o projeto faz qualquer progresso. Os polianas tendem a levar a abordagem do “copo meio cheio” para o gerenciamento de projetos. Em vez de avaliarem e lidarem realisticamente com projetos que sofrem com atrasos e orçamento estourado, eles focam em tentar fazer todos se sentirem bem. Neste sentido, eles são como os “sim, senhora”. O gerente de projeto deve ser capaz de ver as coisas como elas são e não se preocupar em amenizar situações.   Parte de ser um gerente de projeto é tomar decisões difíceis.

6 – O pessimista

O pessimista é o oposto do Poliana. Os pessimistas não conseguem valorizar as vitórias da equipe e seus indivíduos ao encarar e vencer obstáculos consideráveis. Os pessimistas rotineiramente exageram na ênfase do que ainda precisa ser feito e não do que já foi feito.   Não se engane. Muitos projetos podem se beneficiar de doses saudáveis de ceticismo e realismo. Às vezes, é necessário colocar funcionalidade e, até mesmo, módulos inteiros no bloco de lapidação. No entanto, tanto consultores quanto funcionários tendem a colocar longas horas em projetos, especialmente durante momentos críticos. Poucas coisas irritam mais uma equipe do que a negatividade pura e simples de um gerente de projetos que não trabalha até altas horas. Os gerentes que constantemente criticam a equipe pelo o que não foi realizado irritam a todos. Comemorar um momento importante não machuca ninguém.

Faça uma auto-análise, caro gerente de projetos (ou se você não for gerente, indique este artigo para os que conhecem, caso encontre abertura para isso). Todos nós, em menor ou maior grau, podemos incorrer nesse tipos de problemas. O grande questão está em se reconheceremos isso ou não.

E para podermos enxergar e ter oportunidade de corriger nossa rota, precisamos tomar uma atitude básica, porém historicamente ignorada: ouvir as pessoas. Somente assim poderemos ter um retrato mais fiel de nosso perfil comportamental e assim ser mais assertivo nas correções a serem feitas.

Uma coisa é certa: ainda que feche os olhos para esse aparentes pequenos problemas, que podem minar a mais eficiente e competente equipe de TI, o tempo revelará para o mundo a sua atitude tomada através do crônico problema global de prazos estourados. Ainda mais nesses tempos em que terminar um projeto dentro do prazo parece mais luxo que obrigação, de tão mau habituados que estamos.Fazendo o contrário, seria um diferencial para o currículo.

Os seis tipos acima foram publicados em português no site da InformationWeek.

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