10 dicas para você ser um solucionador de problemas mais eficiente

Quando uma empresa resolve contratar alguém geralmente é porque tem um grande problema para resolver. Depois do processo de seleção e escolha do candidato vencedor para a vaga, espera-se dele que sua experiência, habilidades e conhecimentos se convertam em soluções de muitos problemas no dia-a-dia, que justifiquem sua contratação. Podemos dizer que toda entrevista se resume na seguinte pergunta: “Você pode resolver meu problema?” 

Todos os dias temos que provar que o “sim” que dissemos lá atrás na entrevista é verdadeiro. Aliás, muita gente se questiona quanto a comparação de salários com colegas levando-se em conta currículo, formação acadêmica, cursos, etc… A grande pergunta que devemos nos fazer, e com frequência, é “até que ponto resolvo problemas com eficiência e eficácia na minha empresa?” 

Não são raras as vezes em que há frustração por parte de quem contrata. Problemas do empregador à parte, devemos sempre procurar olhar para nós mesmos antes de mais nada, nossas atitudes e capacidade de resolutividade perante os desafios diários.

A lista abaixo, divulgada pela ComputerWorld, elaborada pelo CIO da Escola de Medicina da Harvard e de um dos maiores grupos de assistência médica dos EUA (baseado em sua experiência), apresenta dicas preciosas que podemos aplicar no nosso local de trabalho e que podem fazer uma baita diferença na hora em que você enfrentar seu próximo problema e inclusive na sua atitude em lidar com os resultados de suas ações, como ao comunicá-las, por exemplo.

Dicas que são frutos da experiência, raramente ensinadas com clareza nas faculdades. Veja como você pode se diferenciar sem ter que pagar mais um curso para isso:

1 – Uma vez que algum problema foi identificado, verifique seu real alcance – O software de monitoramento pode até dizer que tudo está bem, mas é bom não se conformar. O ideal é conversar com os usuários, testar a aplicação ou a infraestrutura sozinho e ter certeza sobre a origem de qualquer  reclamação.

2 – Quando o alcance do problema é muito grande e a raiz ainda é desconhecida, acione um plano de emergência – É muito melhor mobilizar toda a equipe para um falso alarme ocasional do que intervir tarde demais e quando o problema alcançar proporções muito grandes com uma resposta lenta do departamento de TI.

3 – O processo de solução de um problema deve ser visível, atualizado constantemente para todos e participativo – Muitas vezes os profissionais técnicos ficam tão focados em suas tarefas diárias que perdem a noção do tempo, não se atualizam mutuamente e deixam de conversar com outras áreas. A companhia deve ter uma abordagem multidisciplinar, com relatórios de progressos pré-determinados para prevenir, isolar o problema e buscar soluções com maiores chances de acerto.

4 – Mesmo com a rotina de atualizações e relatórios, a equipe deve ficar livre para trabalhar – Alguns líderes de TI gostam de retornos constantes de sua equipe e isso não é necessariamente ruim. Mas se a equipe gastar 90% do seu tempo reportando o status do trabalho, fica muito mais difícil solucionar problemas em prazo razoável.

5 – A explicação mais simples geralmente é a correta – Halamka relata que, em um incidente recente em sua corporação, todas as evidências apontaram para o mal-funcionamento em um componente do firewall. Mas todos as ferramentas de testes e diagnósticos indicavam que o firewall funcionava perfeitamente. Alguns levantaram a hipótese de que a empresa sofria um tipo muito específico de ataque de negação de serviços. Outros aventaram a possibilidade de uma falha em componentes das redes Windows dos servidores. Surgiu ainda a possibilidade de um ataque incomum por vírus. A explicação mais simples, do firewall, foi comprovada correta após sua remoção da infraestrutura da rede. E, segundo Halamka, a regra da explicação mais simples ser a resposta, até mesmo para problemas mais complexos,  é verdadeira na maioria das vezes.

6 – Os prazos devem ser definidos de maneira responsável – O que mais irrita os usuários não é exatamente a demora, mas a definição de prazos imprecisos e os consequentes pedidos de “só mais uma hora para resolver o problema”. Se uma indisponibilidade de sistema ocorrer por conta de uma mudança planejada de infraestrutura, a questão é ainda mais séria: o melhor a fazer é definir um prazo preciso e respeitá-lo.

7 – Comunique-se com os usuários o máximo possível – A maioria dos stakeholders da empresa está disposta a tolerar indisponibilidade se você explicar exatamente as ações que estão sendo tomadas para restaurar o serviço. Os principais executivos de TI são os maiores alvos dessa dica, pois devem mostrar compromisso, presença e liderança.

8 – Orgulho não deve atrapalhar a solução – É difícil assumir erros e desafiador reconhecer o que não se sabe. Mas em vez de gastar tempo procurando culpados por problemas, o foco deve ser em examinar a raiz da indisponibilidade e depois definir processos para prevenir a repetição dos problemas.

9 – Não cante vitória antes do tempo – É tentador presumir que os problemas foram resolvidos e dizer a todos os usuários sobre a suposta vitória. Mas o melhor é esperar 24 horas seguidas de serviços ininterruptos antes de declarar o problema resolvido.

10 – Líderes de TI devem focar na sua trajetória, não em sua posição cotidiana – Indisponibilidades podem causar diversas emoções, como ansiedade, medo de perder o emprego ou a reputação e tristeza pelo impacto causado nos usuários. Nessas horas, a melhor coisa é ter em mente que o tempo é capaz de curar qualquer coisa e que incidentes eventuais serão esquecidos. Com o passar da trajetória profissional, a comunidade de usuários tende a observar mais a consistência e o processo contínuo de melhoria de qualidade do que episódios isolados.

As teorias das salas de aula são muito importantes para a formação do profissional, sem dúvida. Mas na prática, converter os ensinamentos em atitudes produtivas, que resolvam problemas e nos façam destacar-nos não é algo tão simples assim.

Por isso temos que ouvir bastante dos mais experientes, não importa seu tempo de estudo e até idade. Tem muita gente com menos formação acadêmica que nós e que estão bem acima na escala hierárquica, e pode apostar, a grande maioria deles são mestres na arte de resolver problemas. Aprendamos pois com eles.

E você, quais destas dicas considera mais importante no seu dia-a-dia? Dê sua opinião!

 As 10 dicas foram extraídas do site da ComputerWorld

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